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Feiras e mercados tradicionais


A sugestão para a próxima semana é para aproveitar o bom tempo e visitar uma feira ou mercado ao ar livre.
Leve calçado confortável e prepare-se para um pouco de pó, que faz parte do cenário de uma verdadeira feira tradicional. Consigo leve algum dinheiro porque neste passeio pode encontrar produtos frescos, muitos deles comercializados diretamente pelo produtor a preços muito convidativos. Além disso é a magia de ver à venda um pouco de tudo, criando uma confusão de cheiros e sons únicos que nos levam a pensar que vale a pena parar, disfrutar e observar. As feiras são uma tradição viva, uma herança ancestral e às vezes parece-me que pouca coisa mudou desde então.










O meu favorito é o Mercado de Santana, nascido a 1 de novembro de 1987 e considerado o maior mercado semanal da região de Alvorninha, Caldas da Rainha. Existe quase tudo à venda neste mercado desde animais vivos, que incluiu cachorros, gatinhos, patos, coelhos, pintos e galinhas bem como uma infinidade de pequenos pássaros, artigos agrícolas, vestuário, tecidos, mobiliário, ferragens, verduras e todo o tipo de ‘comes e bebes’. Vem gente de todo o lado ao domingo de manhã para vir às compras e o mercado apresenta-se ao público com todos os lugares ocupados por vendedores.
O rebuliço destes mercados ao ar livre começa muito cedo. Pelas 5h30 da manhã começam as chegar todo o tipo de vendedores que preparam as suas bancas para receber os visitantes. Apesar de ser domingo, muitos compradores chegam muito cedo, pouco depois do nascer do sol, embora o período de maior movimento seja a meio da manhã. Perto da hora de almoço os vendedores começam a arrumar as bancas e em pouco tempo só sobram os restaurantes, onde é possível comer um excelente frango assado na brasa antes de voltar a casa.
Estima-se que todos os domingos se desloquem ao Mercado de Santana cerca de 12 mil pessoas, sendo por isso considerado um dos melhores do país.












No ar ouvem-se os pregões dos vendedores ambulantes misturando-se com o aroma tão característico das febras e do frango assado. A música popular ecoa e junta-se ao alarido uns miaus baixinhos ou uns latidos vindo da zona dos animais que aguardam um novo lar. O movimento frenético das pessoas nas bancas e junto à zona da comida cria um ambiente único, reforçado pelo colorido das múltiplas mercadorias que se vendem no mercado, muitas expostas nas barracas, a esvoaçar ao vento. As crianças correm livremente pelo espaço, brincado à apanhada com amigos verdadeiros ou imaginários ou então deleitam-se a ver os animais pequeninos. Os adultos encontram amigos, bebem umas minis, comem uma bifana ou um pastel de bacalhau e calmamente compram todos os produtos que lhe fazem falta desde alfaias agrícolas, a plantas, plásticos, frutas e legumes e mel, pão, chouriço e queijo, roupas e bric-à-brac. A garantia de qualidade e o preço leva muita gente a fazer vários quilómetros para ir ao mercado.
Eu gosto de ver todo o reboliço do mercado mas nunca venho para casa de saco vazio. Vale mesmo a pena passar um domingo de manhã numa feira ou mercado tradicional e os nossos produtores agradecem.






















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