“A Herança Cultural no Design Contemporâneo” ou o Que Somos e Como Nos Vêm

Hoje ao final da tarde, no Atelier da Joana Vasconcelos em Lisboa, foi levada a cabo mais uma edição das FIA TALKS, desta vez subordinada ao tema “A Herança Cultural no Design Contemporâneo”. A mesa redonda foi promovida pela Fundação AIP e contou com a participação da Joana Vasconcelos, Nuno Gama e Filipe Faísca.
Foi animado o debate, com vários fios condutores em comum.
O artesanato, o facto de Portugal estar na moda, o recente interesse pela nossa cultura leva-nos ao reconhecimento de uma diferenciação que devemos acarinhar, pois é isso que nos confere o nosso ADN único.
Por outro lado, é preocupante o facto de o artesanato poder desaparecer ainda na nossa geração. Os artesãos são tratados com pouco reconhecimento, sendo fácil de encontrar situações dramáticas. Algumas resolvem-se graças a intervenções, muitas vezes privadas, e marcas e produtos reinventam-se, adaptando-se a novas realidades e transformando-se em verdadeiros casos de sucesso, contudo, estes exemplos ainda são poucos pelo que existe um longo caminho para percorrer.
É importante que se tome consciência de que devemos manter vivas s tradições, e de que é fundamental que se traga contemporaneidade para que o nosso artesanato possa continuar a existir no futuro. Será fundamental a replicação de técnicas antigas mas abraçando uma perspetiva nova, sendo a Fábrica Bordalo Pinheiro um excelente exemplo desta visão.
Atualmente luxo é tudo o que é feito à mão. E se o artesanato esteve parado durante muito tempo, é fundamental que se comece a trabalhar na valorização pessoal dos artesãos.
É importante que se preserve o nosso património, dando-o a conhecer ao mundo, o grande desafio é que se consuma este artesanato, dignificando-o. Se este plano for bem estruturado será possível levar o artesanato para um novo patamar, sendo que todos teremos a ganhar com este novo posicionamento.
 

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