Póvoa do Lanhoso e o seu poeta António Celestino


A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso encontra-se a promover as comemorações do centenário do nascimento de António Celestino (1917-2017). Falecido há três anos, esta é uma forma de homenagear e de dar a conhecer aquele poeta Povoense.
“A Póvoa de Lanhoso orgulha-se de ter um escritor de craveira de António Celestino. Queremos, desta forma, elevar ainda mais o seu nome e prestar-lhe o devido reconhecimento e agradecimento, porque foi alguém que ajudou a levar o nome da Póvoa de Lanhoso bem longe”, relembra o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.
Até ao fim do ano, a Biblioteca Municipal apresenta, todos os meses, uma exposição diferente, relativa às várias facetas da vida daquele escritor. Neste âmbito, a Biblioteca apresenta ainda a edição nº116 do caderno BMPL.
Assim, durante este mês de janeiro, realiza-se a exposição designada “Vida e obra de António Celestino”.
“As paixões de Celestino” é o tema da exposição de fevereiro; “O pai e o poeta” é como se intitula a exposição de março.
Em abril, o tema é “Cultos e religiões” e em maio a proposta é a mostra “Mamãe Virgínia Simões Pedrosa”. “Português de suave sotaque” é como se chama a mostra agendada para junho.
Em julho e agosto, é a “A arte e os artistas” que se apresentam aos visitantes ou utentes da Biblioteca Municipal, sendo que “Os amigos de uma vida longa” dão o mote para a exposição prevista para setembro.
“O leitor e a biblioteca”, em outubro; “António Celestino e suas crónicas”, em novembro; e “António Celestino: cem natais” são os temas das exposições do último trimestre de 2017.
Durante este mês de janeiro, está ainda a decorrer um workshop de escrita criativa, sobre a modalidade de Conto, orientado por José Abílio Coelho.
Para quem não conhece bem, António Simões Celestino da Silva (António Celestino) nasceu na Póvoa de Lanhoso a 24 de maio de 1917 e residiu na freguesia de S. João de Rei. Em 1039, emigrou para o Brasil tendo-se destacado na área da banca, no Rio de Janeiro. Por lá casou e teve três filhas. A sua vida social e cultural foi extremamente ativa, tendo sido amigo de Jorge Amado que chegou a passar férias na freguesia de S. João de Rei. Aquando da sua reforma regressou definitivamente a casa tendo falecido a 21 de abril de 2014. Teve diversas condecorações, como a de Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, e cargos.
António Celestino é autor de obras como “Gentes da Terra”, prefaciada por Jorge Amado, “Antigamente era san johan de rei”, “…às vezes fico pensando se isto será poesia”, “Contos (mal) falados”, “Poemas de cera perdida” e “Contos em forma de cereja”. Em 2006, publicou as suas memórias: “uma vida em si menor”.

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