Edimburgo dos mágicos, detetives, das histórias de terror e de fantasmas




Edimburgo é das capitais europeias mais intrigantes. Talvez pela Cidade Velha, que conserva a sua arquitetura medieval (a fazer lembrar Lisboa antigas de becos e ruelas), ou pelo castelo que domina toda a paisagem, pelo culto do obscuro e do mistério com visitas guiadas a subterrâneos desertos e histórias de terror antigas contadas no hop on/hop off, ou por ser a terra onde nasceu Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes ou ainda porque foi nesta cidade que J. K. Rowling escreveu Harry Potter, em cafés do bairro universitário e mais tarde no Hotel Balmoral.


 
Edimburgo é a capital da Escócia, no Reino Unido, desde 1492, sendo sede do parlamento escocês desde 1999. É ainda a segunda cidade mais populosa da Escócia, a seguir a Glasgow, e a sétima mais populosa do Reino Unido. A cidade é largamente conhecida pela Universidade de Edimburgo, uma das mais prestigiadas universidades da Europa e do mundo. Em 1995 a Cidade Velha de Edimburgo foi considerada Património Mundial da UNESCO.
 

Para quem não conhece a cidade a forma mais simples de se orientar é pensar que o centro histórico de Edimburgo é dividido em duas grandes áreas verdes pelos Princes Street Gardens. Para sul fica a cidade velha ("Old Town") e o Castelo de Edimburgo, para norte do jardim, a nova cidade ("New Town") e a Princes Street (Rua dos Príncipes), já a oeste do castelo, fica o bairro financeiro da cidade.

 

 
Existe muito para ver nesta cidade, desde monumentos a jardins, palácios e o parlamento, catedrais e festivais. O programa deve mais uma vez ser elaborado antes do início da viagem para não deixar nenhum ponto importante por visitar. A época do ano também é importante porque embora por estes lados chova com alguma regularidade, a mesma não impede ninguém de fazer a sua vida normal. Aliás, a chuva é totalmente ignorada por quem lá mora. No entanto, para quem gosta de festivais, durante todo o mês de agosto Edimburgo é o centro para o maior festival de artes do mundo - o Edinburgh Festival Fringe – o maior festival de artes do mundo – bem como o Royal Edinburgh Military Tattoo. Se a opção for o mês de dezembro, esta é a altura em que a cidade celebra durante três dias o famoso Hogmanay (Ano-Novo).

 
Edimburgo é ainda a cidade das compras ao ar livre, nas lojas tradicionais e onde é possível encontrar desde os melhores artigos de luxo até aos famosos kilts e adereços do traje tradicional masculino. Para quem for fã de guloseimas não pode deixar de provar as maravilhosas bolachas de manteiga que se vendem um pouco por todo o lado e cujo grande defeito é serem um pouco viciantes.

 
 
Nunca se esqueça que Edimburgo é uma cidade onde o mistério espreita a cada esquina, assim, não pode perder a oportunidade de fazer uma visita guiada a pé pela zona antiga da cidade, especialmente se for um passeio noturno, onde o grupo de turistas é levado pelo guia por ruelas estreitas e ouve histórias do tempo da peste, numa época em que os baldes de fezes e lixo eram despejados para a rua não poupando quem passava. Quando achar que já viu tudo é a altura de descer ao subsolo de Edimburgo, onde outra cidade o espera, desta vez deserta e escura, cheia de corredores e salas vazias de mobiliário mas com alguns sons estranhos vindos não se sabe de onde. Se de repente todas as luzes se apagarem não se assuste, isso é parte do cenário e quando muito vai ouvir portas a bater e alguém a sussurrar palavras assustadoras ao seu ouvido, no máximo prepare-se para um grito ou outro vindo não se sabe de onde…. Na realidade esta zona da cidade é o que resta de uma época negra em que a peste dizimou a população, devido à fome e a falta de cuidados básicos de saúde e de saneamento.   

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